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SalárioRevisado para 2026

Salário mínimo 2026: valor, como é definido e tudo o que ele muda

O salário mínimo de 2026 é R$ 1.621,00 (Decreto 12.797/2025). Veja como o valor é definido pela política de valorização, o mínimo por hora, e o que ele altera na prática: piso da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), DAS do MEI, benefícios e seguro-desemprego.

Calcule já o seu salário líquido

Desde 1º de janeiro de 2026, o salário mínimo nacional é de R$ 1.621,00 por mês, fixado pelo Decreto 12.797/2025. O número parece interessar só a quem recebe o piso — mas ele é a régua de uma cadeia enorme de valores: a primeira faixa do INSS, o piso dos benefícios previdenciários, a guia mensal do MEI (Microempreendedor Individual), o piso do seguro-desemprego e o menor salário que um contrato CLT de jornada integral pode pagar.

Este guia mostra de onde vem o valor, quanto dá por hora e por dia, e onde o reajuste mexe no seu bolso — com as contas de salário na calculadora de salário líquido.

Qual é o valor em 2026

Salário mínimo 2026 (Decreto 12.797/2025) nas referências mais usadas.
ReferênciaValor
MensalR$ 1.621,00
Diário (mensal ÷ 30)R$ 54,03
Por hora (jornada padrão de 220 horas/mês)R$ 7,37

O valor por hora usa o divisor 220, que corresponde à jornada padrão de 44 horas semanais. Quem tem jornada contratual menor (por exemplo, 180 ou 200 horas) usa o próprio divisor — o que muda o valor-hora, como explica o guia de hora extra.

Como o valor é definido

O reajuste não é uma escolha livre do governo a cada ano. A política de valorização (Lei 14.663/2023) combina dois componentes: a reposição da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do ano anterior e um ganho real atrelado ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes. Desde o pacote fiscal aprovado no fim de 2024, esse ganho real passou a respeitar os limites de crescimento das despesas do arcabouço fiscal, com piso de 0,6% e teto de 2,5% ao ano.

Na prática: a inflação garante que o mínimo não perca poder de compra, e o componente do PIB faz o valor crescer acima dela em anos de economia aquecida. O novo valor é publicado por decreto e vale a partir de 1º de janeiro.

Tudo o que muda quando o mínimo sobe

  • Piso dos contratos CLT: nenhum empregado de jornada integral pode receber menos que o mínimo — pisos estaduais e da categoria podem elevar esse chão, nunca reduzi-lo.
  • Tabela do INSS: a primeira faixa de contribuição acompanha o mínimo (na tabela vigente, Portaria Interministerial MPS/MF 13/2026, ela vai exatamente até R$ 1.621,00, com alíquota de 7,5%).
  • Benefícios previdenciários: aposentadorias, pensões e auxílios não podem ser inferiores ao mínimo — o reajuste do piso puxa milhões de benefícios junto.
  • DAS do MEI: a parte de INSS da guia fixa do MEI é 5% do salário mínimo; quando o mínimo sobe, a guia sobe no mesmo passo — confira na calculadora do DAS do MEI.
  • Seguro-desemprego e abono salarial: a parcela do seguro nunca fica abaixo do mínimo, e o abono do PIS/Pasep (Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) usa o mínimo como base de cálculo.

Quanto sobra de quem ganha o mínimo

Salário mínimo é valor bruto. Quem recebe o piso contribui ao INSS pela primeira faixa e está na faixa isenta do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) — não há desconto de imposto de renda.

Exemplo ilustrativo — mínimo 2026 sem outros descontos
  • Salário bruto: R$ 1.621,00.
  • INSS (7,5% da primeira faixa): cerca de R$ 121,58.
  • IRRF: isento nessa renda.
  • Líquido aproximado: R$ 1.499,42 — antes de outros descontos do contrato (vale-transporte, plano de saúde, faltas).

Cada contrato tem seus descontos próprios. Faça a conta exata do seu caso na calculadora de salário líquido.

Pisos estaduais e pisos da categoria

O mínimo nacional é o chão absoluto, mas ele não é o único piso. Alguns estados (como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) fixam pisos regionais maiores para trabalhadores sem piso federal ou convenção própria. E a convenção coletiva da categoria costuma estabelecer um piso salarial superior ao mínimo — vale conferir o sindicato antes de aceitar uma proposta pelo valor nacional.

Jornada parcial pode pagar proporcional

Contratos de meio período podem pagar o mínimo proporcional às horas contratadas — por exemplo, metade da jornada, metade do piso. O que não pode é pagar menos que a proporção do mínimo (ou do piso da categoria) pelas horas trabalhadas.

Perguntas frequentes

Qual é o salário mínimo de 2026?

R$ 1.621,00 por mês desde 1º de janeiro de 2026, fixado pelo Decreto 12.797/2025. Por hora, na jornada padrão, R$ 7,37.

Quem ganha o mínimo paga imposto de renda?

Não. Essa renda está na faixa isenta do IRRF. O único desconto obrigatório é o INSS de 7,5% da primeira faixa.

Férias e 13º usam o salário mínimo?

Usam o seu salário, que não pode ser menor que o mínimo. Se você recebe acima do piso, as verbas acompanham o seu valor — confira na calculadora de férias e na de 13º salário.

O reajuste vale a partir de quando?

De 1º de janeiro. O pagamento feito em fevereiro (referente a janeiro) já deve vir pelo novo valor.

Existe salário mínimo para quem é MEI ou PJ?

Não como piso de remuneração — quem trabalha por conta própria não tem salário garantido. Mas o mínimo aparece nos tributos: a guia do MEI usa 5% do mínimo, e o pró-labore de quem tem empresa costuma partir do piso. Compare os cenários na calculadora CLT × PJ.

Conclusão

O salário mínimo de 2026 — R$ 1.621,00 — é mais que o piso da carteira assinada: ele reajusta a primeira faixa do INSS, o piso dos benefícios, a guia do MEI e o seguro-desemprego. Sempre que o valor muda, as contas do holerite mudam junto; refaça as suas na calculadora de salário líquido CLT.

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Referência e Fonte Oficial

Este artigo e os motores de cálculo associados foram desenvolvidos em total conformidade com a legislação trabalhista brasileira.

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